Para o Wall Street Journal ele é uma "lenda viva". Para o Times de Londres, "o mais famoso detetive de arte do mundo". Fundador da Equipe de Crimes contra a Arte do FBI, Robert K. Wittman revela o submundo da arte mundial de uma forma inédita: pelos olhos de um agente infiltrado.

A trajetória deste amante e estudioso das artes lembra o roteiro de um filme de ação, mas tudo aconteceu na vida real. Trabalhando quase sempre desarmado, tendo de encarar também a burocracia do FBI e empecilhos colocados por governos estrangeiros, ele capturou ladrões, fraudadores e negociantes do mercado negro em Paris e na Filadélfia, no Rio de Janeiro e em Copenhague, em Miami e Madri.

Wittman localizou uma histórica bandeira americana, carregada por um dos regimentos durante a Guerra Civil. Rodou o mundo para reaver pinturas de Rembrandt, Monet, Picasso, Goya e Norman Rockwell. Resgatou ainda a armadura de ouro de um antigo rei guerreiro peruano, uma cópia manuscrita original da Carta de Direitos dos Estados Unidos, a esfera de cristal de 25 quilos que pertencera a uma imperatriz chinesa. Num de seus últimos casos, precisou se infiltrar entre criminosos responsáveis pelo que poderia ser o mais audacioso roubo de artes de todos os tempos. Nem o roteirista mais audacioso teria criatividade para tanto.

 
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